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Razões que me fez querer o segundo filho

Eu sentia muito medo quando o assunto era enfrentar uma segunda gestação. Mas acabei sedendo a experiência de ter um segundo filho. Separei algumas razões que me levaram a encarar essa nova jornada.

A primeira coisa que me vem a cabeça quando me pergunto "por que uma segunda gravidez?". É a minha filha! Eu queria proporcionar a ela essa experiência, eu queria que ela não se sentisse "sozinha"... Eu fui presenteada com dois irmãos que são tudo pra mim, não imagino a vida sem eles. E achei muito injusto não oferecer o mesmo a Cecília.

Eu já imagino eles brincando, um fazendo companhia para o outro, já espero pelas brigas e reconciliações. Se eu precisar viajar, trabalhar ou mesmo se eu ficar doente, meu coração ficará muito menos apertado, pois um terá ao outro.

A casa ficará mais divertida, mesmo o trabalho sendo dobrado, com certeza a diversão também será. Já vejo a casa mais alegre, mais agitada e cheia de cores nesse mundo rosa e azul. E sei também que vem por ai, muito aprendizado... pois os filhos são diferentes (percebo por mim e meus irmãos), os pais aprendem coisas diferentes com cada um

O melhor presente que um pai e uma mãe pode deixar para o seu filho é um irmão. Ter um irmão é ter certeza de um amigo para a vida TODA!

Recém-mamães podem não querer receber visitas, e tudo bem

Eu já estou muito decidida, independente de como essa pandemia esteja daqui para o final da minha gestação, estou certa de que quero meu momento sozinha com o bebê... Na minha primeira gestação eu senti a minha privacidade invadida. Lembro-me que desde o chá de fraldas eu já sentia esse incômodo, os convidados chegando e mesmo com meus familiares recepcionando, quando eu menos esperava aparecia uma visita e entrava de vez dentro do meu quarto. 

Eu não queria ser vista antes de estar pronta, não queria ninguém vendo minha pele com espinhas, não queria ter que me vestir na frente da visita, porque o corpo não estava lá essas coisas... E com o nascimento da Cecília a cada hora que ela pegava no sono e que eu conseguia fechar os olhos tinha que receber visitas. Não é falta de agradecimento. Só não era o momento ideal!

A pior parte era sentir sono, sentir dores, ver os seios vazando e ter que tirar o excesso de leite na frente da visita ou aguentar as dores até a visita sair. Era também ter que sorrir e agradecer os presentes mesmo sentindo dores no local da cirurgia.

Eu não gostava da ideia de ter que entreter as visitas, assim que acabei de dar à luz. Eu não queria me preocupar em estar bem vestida, com o cabelo escovado e uma pele bonita (maquiada). Eu naquele momento só queria ser uma mãe em seu momento particular. 

Mamães no pós-parto estão se curando. Não estão dormindo direito, estão se adaptando a uma nova vida com toda velocidade que você possa imaginar. Querer estar sozinha com o bebê nesse momento não é egoísmo é necessidade.

Preocupações com a chegada do segundo filho

Junto com a alegria da chegada de um novo integrante na família, vem também uma série de dúvidas e incertezas. Cada mamãe passa por essa fase de um jeito diferente, e os meus medos podem ser diferentes dos medos de outras mamães.


Será que vou dar conta de duas crianças?

Minha maior preocupação é não dar conta de dividir o meu tempo. Me pego pensando em como Maria ai reagir após a chegada do bebê, não sei se ela terá um comportamento muito participativo nos cuidados com o bebê ou se ela vai ficar mais na dela sentindo ciúmes.

No início eu me pegava olhando para minha filha e me questionando "como vou fazer para dividir esse amor todo que sinto por ela?", e logo via que seria impossível, é amor demais, não dá para tirar nenhum pouquinho. Mas conversando com outras mamães e lendo matérias de quem já tinha passado por isso eu aprendi que não é necessário dividir, esse amor acaba se multiplicando. E essa informação me deu um grande alívio.


Como ficará minha vida profissional?

Logo quando deixei o trabalho de lado, o combinado era esperar Cecília crescer um pouquinho, ficar mais independente e depois voltar para o trampo. Mas agora me vejo começando esse ciclo novamente e a cada dia sinto que essa volta vai demorar bem mais que o esperado.


Fazer ou não a laqueadura?

Já conversei com minha obstetra sobre a possibilidade de aproveitar a cesariana e fazer a laqueadura. Meu maior medo é a recuperação, já ouvi relatos de algumas mamães que a recuperação é um pouquinho complicada.

A laqueadura é um procedimento de esterilização com índice de falha de apenas 0,4%. É uma decisão bem séria, já que é bem difícil reverter a ligadura de tubas uterinas.

Outra coisa bem absurda que vi em algumas matérias na internet, é que há médicos que pedem avaliação psicológica da paciente, para esclarecer os motivos que levaram à decisão e para saber se não se trata apenas de um impulso, e a legislação chega a pedir autorização do cônjuge, no caso de mulheres casadas. Meu corpo, mas as regras não são minhas. 😂😂

No início da gestação eu estava certa de que iria aproveitar a cesariana e já realizar esse segundo procedimento, agora já estou indecisa. 

Diferença entre a primeira e a segunda gestação

Posso começar dizendo o quanto está sendo bem mais tranquila essa segunda gestação, isso por conta de todo conhecimento que adquiri na minha primeira gestação. Eu me via cheia de dúvidas e medos quando fui "casa" da minha primeira filha. Mas agora respiro aliviada em saber tudo que me espera. 💙🤰🏻


Diferente da primeira gravidez essa foi muito planejada. Como eu tinha passado por um aborto espontâneo em outubro de 2019, assim que peguei o resultado dessa gravidez mesmo com vontade de gritar aos quatro cantos do mundo sobre aquela notícia maravilhosa, fiquei com receio de contar e voltar a viver o pesadelo de 2019.

Nessa segunda gestação apesar de não ter tido enjoos fortes, sentia aquele embrulho no estomago quando ficava perto de cheiros fortes como sabão em pó e cheiro de comida (alho e cebola dourando, cheiro de feijão cozinhando entre outros) fiquei um tempinho bom sem conseguir fazer almoço.

Outra diferença gritante foi em relação ao corpo e ao peso, na primeira gestação eu era mais tranquila, não me preocupava com quantos quilos eu teria ao final da gestação, nem sentia culpa ao comer nada, comia mesmo e com vontade kkkk
Já nessa segunda gestação, eu já me considera acima daquilo que eu considera aceitável como peso pra mim, com isso tenho tido mais dificuldade para me alimentar e sempre me sinto culpada achando que me alimentei mais do que o necessário. A questão do peso e da gordura corporal que eu sei que não é só da gravidez me preocupa muito. 😥🤦🏻‍♀️


Os meses parecem passar muito mais rápido agora, na primeira gestação eu não tinha que me preocupar com ninguém além de mim e do bebê que eu estava carregando (Maria Cecília). Já na segunda gestação não penso 24 horas no bebê, pois vem as obrigações com a primeira filha... banho, alimentação, brincadeiras, estudo, parar e ter tempo para os desenhos, se ela fica doente toma tempo com consultas, toma o meu sono (Não conheço uma mãe que não perde o sono ao ver o filho febril ou com aquela tosse durante a noite).

Nisso quando paro para relaxar e lembrar exclusivamente da gestação eu penso "PUXAAA! está passando tão rápido", "NOSSA! a barriga esticou nesses últimos dias" 

Na primeira gestação eu tinha uma vida mais ativa, caminhava bastante, trabalhava, não parava em casa. Já na segunda me vejo COMPLETAMENTE sedentária e sem ânimo para fazer exercícios e caminhar é aquela mistura de preguiça e pandemia por conta da Covid-19.


Semelhanças e diferenças entra e primeira e segunda gestação:

✔️ Aversão a cheiros fortes nas primeiras semanas da segunda gestação;
✔️ A barriguinha apareceu mais rápido na segunda gestação;
✔️ No início da primeira gestação meu peso variava de 55  a 58 kg, enquanto no início da segunda gestação meu peso estava em torno de 64 kg;
✔️ A preguiça é bem maior nessa segunda gestação;
✔️ Não tive desejos em nenhuma das duas gestações;
✔️ Na primeira gestação eu fiquei muito emotiva, chorava por tudo, até mesmo ver um pássaro voando era motivo para os olhos encherem de água e as lágrimas caírem... Nessa segunda gestação não fiquei muito emotiva, não me peguei chorando por nada bobo ainda;
✔️ Meu humor mudou bastante, na primeira gestação eu estava mais calma e tranquila, já na segunda me vejo mau humorada, estressada e impaciente;
✔️ Tenho poucos registros da primeira gestação, já nessa segunda por ter certeza de que será a minha última gestação eu estou aproveitando para registrar tudo.

Cuidados durante a gestação

Durante a gravidez enfrentamos algumas mudanças para nossa saúde e segurança, e também a do bebê. O motivo é tão magnífico que a maioria de nós não nos importamos de colocá-las em prática e ficamos até feliz de ter esse cuidado a mais durante os nove meses de espera. Quais mudanças fiz durante a gravidez? Vem conferir!
 

1. Melhorias na alimentação
Considerando que tudo o que você come também se transfere para o bebê, é preciso cuidar com calorias vazias, excesso de alimentos industrializados cheios de açúcar, sal e gordura. Futuras mamães precisam incluir no cardápio mais opções naturais, fontes de fibras, vitaminas e minerais como frutas, legumes, verduras e carnes magras. O objetivo é evitar o ganho excessivo de peso, afastar o risco de pressão alta e diabetes, que atingem até 14% das grávidas e está por trás de complicações como pré-eclâmpsia e parto prematuro.

2. Alternativas na rotina de beleza
As grávidas precisam tomar mais cuidado ao pintar cabelo e evitar a todo custo passar por procedimentos químicos e tratamentos invasivos de beleza, como permanentes e escovas progressivas, além de outros tratamentos estéticos para pele.

3. Manter distância do volante
Na reta final, é preciso assumir o posto de passageira. Idealmente, as gestantes devem se sentar, sempre que possível, no banco de trás do automóvel a partir do sétimo mês. Mas há médicos que permitem que se dirija até o último mês, caso não consiga escapar do papel de motorista. Mas os cuidados extras no carro não param por aí: futuras mamães precisam se preocupar até com o posicionamento do cinto de segurança, que deve ficar com a tira inferior abaixo do abdômen e a superior entre as mamas, desviando da barriga.

4. Adeus, sapatos de salto alto
Quando o hormônio relaxina age no tornozelo, eleva a probabilidade de torção do pé, já que afrouxa os ligamentos. É por isso que as grávidas evitam usar sapatos de salto alto. Sem contar que, na gravidez, a mulher joga o corpo para trás, acentuando a curvatura da lombar para compensar o peso da barriga, o que compromete o equilíbrio e pode levar à queda e lesão na coluna.

5. Atenção com os cosméticos
Se aplicadas na pele, algumas substâncias caem na corrente sanguínea e atravessam a placenta, com potencial de afetar o bebê. Por isso, antes de usar produtos de beleza, mamães têm de consultar o médico: ele dará a palavra final sobre cosméticos e tratamentos dermatológicos. A boa notícia é que existem linhas específicas para gestantes que são livres de ingredientes nocivos. Ainda assim, o ideal é apresentá-las ao especialista, que irá analisar o risco.

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